Rede Maranata

sábado, 31 de dezembro de 2011

5S para 2012


Pastor Jeremias Silva
SALVAÇÃO: A vida tem data de validade. Estamos na fila invisível da morte. E a fila anda.Então se a senha de alguém for chamada em 2012, a Eternidade na bênção, no céu, já esta garantida com Jesus Cristo nosso Salvador e Senhor.
SANTIDADE: Para experimentar o mover e o favor de Deus de modo abundante, e cumprir o propósito do Senhor, enquanto na terra.
SAÚDE: Lutas e enfermidades podem surgir; cuidar da saúde nos fará experimentar as boas coisas que o Eterno nos disponibilizará neste planeta.
SABEDORIA: Para tomar decisões, fazer as melhores escolhas, enfrentar recomeços, perdoar, abençoar, investir, ganhar, poupar, e potencializar recursos e oportunidades.
SUCESSO: O sucesso é uma jornada! Arrume sua mala rumo ao crescimento: desenvolva um plano de crescimento; planeje seu crescimento diário; crie um clima para você crescer, saia da zona de conforto, o esforço para crescer hoje lhe dará benefícios amanha; busque mentores (escritores bíblicos, pessoas que podem lhe dar bons conselhos, boas diretrizes e repreensões); passe tempo com os que estão crescendo (escritores, pastores, empresários, donas de casas, etc.); escolha uma pessoa para ajudar a ir para frente: quando você reparte e ajuda, você caminha e conquista novos espaços.
Entre 2012 com Cristo. Ele tem força para ajudar. Boa Jornada Gente boa e até mais nos cultos do Réveillon 2012 – 19h e 22h.

Ano novo, projetos novos!


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Peter Malgo
"Ano novo, projetos novos!" Recentemente um conhecido decidiu: "Vou mudar, quero sair daqui, quero ir para uma casa nova, para outro ambiente". Seu objetivo era encontrar uma moradia bonita, espaçosa, que atendesse suas necessidades. E ele a encontrou. Mas antes de mudar era necessário combinar e acertar alguns detalhes com o proprietário da casa: as paredes precisavam ser pintadas, o piso deveria ser lixado e uma janela precisava ser aberta na parte superior para permitir a entrada de mais luz.
Qualquer que seja a nossa situação, no fundo somos todos iguais nesse sentido. Poucos de nós se satisfazem em ter apenas "um teto sobre a cabeça". Até os nossos obreiros no interior da Bolívia, onde quase não se pode falar em "morar bem", procuram fazer o melhor com os materiais de construção que têm à disposição.
Mas como está a habitação da qual nosso Senhor Jesus disse: "...viremos para ele e faremos nele morada" (Jo 14.23)? Parece que muitas vezes isso pouco nos preocupa. Porém, ser cristão significa levar a sério a nossa responsabilidade como donos da casa onde o Senhor quer morar. No momento em que entregamos nossa vida ao Senhor Jesus, Ele recebeu a chave do nosso coração, que é a morada onde Ele quer entrar. Mas o problema é que Ele não pode entrar quando ali ainda há áreas escuras, cantos onde vivem moradores clandestinos. Possivelmente nenhuma outra pessoa saiba disso. Olhando de fora, a moradia parece estar intacta. A fachada cristã está em ordem. Mas o Senhor entrou de fato?
Está mais do que na hora de despejar os antigos moradores do nosso coração e permitir que se faça uma limpeza da nossa casa interior. Também a janela na parte superior não deve faltar. Deveríamos permitir a entrada de luz do alto. Imagine o que significa nosso Senhor chegando, parando diante da porta do nosso coração e dizendo: "Quero entrar agora!" E Ele não vem sozinho, pois disse: "Meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada." Na mesma passagem Ele também fala do Seu Espírito: "O Espírito da verdade... habita convosco e estará em vós" (v. 17). Nosso Senhor em pessoa, a plenitude da Divindade, quer entrar em nós! São palavras muito sérias as que o apóstolo Paulo disse aos coríntios, mas também a nós, através da sua epístola: "Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado" (1 Co 3.16-17). Nossa responsabilidade em relação ao nosso coração, que nos foi transmitida quando decidimos tornar-nos cristãos, é muito maior do que a de uma pessoa que ainda está longe de Deus. Aquele que entregou a chave do seu coração a Deus, que se decidiu por Jesus Cristo, é responsável pelo estado do próprio coração, para que Jesus possa de fato habitar ali. Como está a situação do nosso coração? Ainda existe sujeira escondida, ainda guardamos pensamentos obscuros? Está mais do que na hora de colocar em ordem nosso coração diante de Deus! Vamos fazer um novo começo neste novo ano! (Peter Malgo)

Propósitos para o ano novo.


Propósitos Para o Ano Novo

Quando um novo ano se aproxima, muita gente contempla o futuro como uma oportunidade de fazer mudanças na sua vida – em seu estilo de vida, no seu planejamento, nas suas atividades, em seus alvos, entre outras mudanças. É bem verdade que muitos propósitos irrelevantes são estabelecidos e, poucos dias depois, são abandonados; porém, alguns propósitos genuínos podem ser mantidos.
As Escrituras Sagradas fornecem exemplos desse último tipo de propósito. Daniel, o grande profeta judeu, “Resolveu [...] firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia...” (Daniel 1.8). Ao preparar-se para um novo ano, sugiro que você “resolva firmemente” dar passos concretos que levarão a um aperfeiçoamento de sua vida espiritual, emocional e física no ano que se aproxima.
Deus nos criou à Sua imagem – com uma natureza trina: espírito, alma e corpo. A alma é aquilo que realmente somos, a saber, o “homem [a mulher] interior do coração”. Antes de nos tornarmos “nova criatura” em Cristo, existíamos em nosso espírito “natural” (i.e., uma natureza consciente), que a Bíblia denomina de “o velho homem”; Cristo nos concedeu uma nova vida espiritual, ou seja, “o novo homem”. O mais fortalecido desses dois é o que vai dominar ou controlar nossas atitudes e procedimentos no dia-a-dia. O mais forte em nossa vida será aquele ao qual mais alimentamos, o mais nutrido dentre os dois. O “homem natural” deseja aquelas coisas que estimulam as paixões da carne e que buscam o reconhecimento humano; o “homem espiritual” prospera na Palavra de Deus pela prática do que agrada a Ele.
O apóstolo Paulo desafiou os crentes em Cristo recém-convertidos de Tessalônica com as seguintes palavras: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Tessalonicenses 5.23).
Paulo lhes trouxe à memória o fato de que o “tribunal de Cristo” ocorrerá depois do Arrebatamento, não para julgar os pecados que eles haviam cometido antes de conhecer a Cristo (pois todos os pecados foram pagos e perdoados na cruz), mas para avaliar o modo pelo qual viveram a nova vida na qualidade de crentes em Jesus (2 Coríntios 5.10). Nesse tribunal será avaliado o uso que cada salvo em Cristo fez do seu espírito, alma e corpo. Por essa razão, a decisão mais sábia que podemos tomar é a de sermos diligentes no uso de nosso tempo e da nossa energia, de modo que alimentemos regularmente nossa nova natureza com a Palavra de Deus.
Há alguns anos, reuníamos um grupo de jogadores de futebol americano do time doChargers em nossa casa para estudarmos a Bíblia. Na seqüência de estudos bíblicos demonstrei ao grupo a necessidade de crescermos em nossa vida cristã e expliquei que, apesar de termos nascido de novo em Cristo, o espírito do “velho homem” ainda está presente em nós junto com o espírito do “novo homem”. Então, um dos jogadores perguntou: “Ora, se eu ainda possuo essas duas naturezas, qual delas controla minha vida?”. Minha resposta imediata foi a seguinte: “Aquela que você mais alimenta!”.
Isso continua a ser verdade! Sua consciência espiritual é fortalecida pela quantidade de tempo que você passa com o Mestre e pela prática de Seus ensinos. Se você assume em seu coração o propósito de fortalecer-se “...no Senhor e na força de Seu poder” (Efésios 6.10), um método regular de leitura e estudo da Palavra de Deus promoverá o desenvolvimento de sua nova natureza, a qual, por conseguinte, prevalecerá sobre seu espírito natural. Na Carta aos Hebreus está escrito:
“Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hebreus 4.12).
Essa promessa assegura que até mesmo nossos pensamentos podem se ajustar aos pensamentos de Deus. A comunhão diária com o Senhor nos proporciona um relacionamento mais íntimo com Ele e uma compreensão melhor do Seu poder. Tal relacionamento não pode ser obtido por nossa própria força. Em 2 Pedro 1.3-4, as Escrituras Sagradas nos garantem que é possível alcançar esse padrão elevado de viver para Deus:
“Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude, pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo”.
Que maior promessa poderíamos obter do que a de nos tornarmos participantes da natureza divina no momento em que depositamos nossa confiança em Jesus Cristo? Se aprendermos a privar nossa velha natureza daquilo que a alimenta, fazendo-a passar fome (i.e., gastarmos menos tempo e energia com coisas banais que não têm valor eterno), desfrutaremos de uma vida vitoriosa com a natureza de Cristo que se encontra em nós.
Grande parte daquilo que é oferecido na mídia eletrônica é prejudicial ao espírito e à mente,impedindo o crescimento de nosso “homem espiritual”.
Na vida moderna, os maiores ataques à nossa mente são oriundos daquilo que assistimos e vemos na mídia eletrônica – os filmes, os programas de televisão e a internet. Grande parte daquilo que é oferecido na mídia eletrônica é prejudicial ao espírito e à mente, impedindo o crescimento de nosso “homem espiritual”.
Charlie “Tremendous” [i.e., “Extraordinário”] Jones, um conferencista evangélico das décadas de 1980 e 1990, freqüentemente dizia: “Você, hoje, é o resultado dos livros que leu e das pessoas com as quais teve contato nos últimos dez anos”. Creio que isso seja verdade, contudo, atualmente eu acrescentaria: “...bem como dos filmes, vídeos, DVDs e programas de TV a que você assiste, além dos sites da internet que tem acessado”. Em termos espirituais, você, hoje, é o resultado da quantidade de tempo que tem dedicado à Palavra de Deus.
Bem no começo de meu ministério pastoral aprendi o método que a organização evangélicaThe Navigator’s utilizava para ajudar os recém-convertidos a crescerem em Cristo. The Navigator’s desenvolveu o diagrama da “mão”, através do qual apresentava cinco passos para a edificação de uma vida de fé em Jesus Cristo (cada dedo da “mão” corresponde a um passo), a saber:
Em termos espirituais, você, hoje, é o resultado da quantidade de tempo que tem dedicado à Palavra de Deus.
1. Ouvir a Palavra de Deus (Romanos 10.17)
Participar de uma igreja que creia na Bíblia; uma igreja que ensine a Palavra de Deus e que a ponha em prática como autoridade suprema e final para todos os crentes em Cristo. Tome cuidado com a “igreja emergente” que se denomina “evangélica”, mas não reconhece a autoridade da Palavra de Deus da forma como está escrita na Bíblia.
2. Ler diariamente a Palavra de Deus (Apocalipse 1.3)
Deus optou por nos apresentar uma Palavra escrita e o propósito dEle é que os seres humanos de todas as gerações a leiam. Manter um diário daquilo que você tem aprendido pode ser muito útil. Fazer esse registro diário é realmente muito simples. Apenas peça a Deus que lhe fale pela Sua Palavra, a Bíblia; em seguida, escreva no seu diário cada mensagem que o Senhor, através das Escrituras, comunicou a você naquele dia.
3. Estudar a Palavra de Deus (2 Timóteo 2.15)
Você não pode dar aquilo que não possui. Para estar apto a compartilhar seu testemunho e o amor de Cristo com outras pessoas, é fundamental que você participe de um grupo saudável de estudo bíblico ou se inscreva num curso bíblico por correspondência. A diferença entre um cristão e um servo de Cristo é o estudo bíblico.
4. Memorizar a Palavra de Deus (Salmo 119.11)
Memorizar textos bíblicos faz com que a Palavra de Deus se torne parte de você e é a maneira mais rápida de crescer em Cristo. Esse recurso também lhe será extremamente proveitoso quando você tiver necessidade urgente de orientação e não possuir nenhuma Bíblia à mão. Uma prática que auxilia a memorização é a de escrever versículos específicos num cartão a fim de que a pessoa possa levá-lo e ler, várias vezes ao dia, os versículos nele escritos.
A reflexão diária nos textos lidos da Palavra de Deus irá ajudá-lo a aplicar os princípios bíblicos à sua vida. Busque maneiras de colocar em prática no seu viver tudo o que você tem aprendido.
5. Meditar diariamente na Palavra de Deus (Salmo 119.15-16)
A reflexão diária nos textos lidos da Palavra de Deus irá ajudá-lo a aplicar os princípios bíblicos à sua vida. Busque maneiras de colocar em prática no seu viver tudo o que você tem aprendido.
Os propósitos que você estabeleceu para o ano novo podem influenciar seu espírito, sua alma e seu corpo se você realmente deseja aperfeiçoar sua vida íntima e seu relacionamento com Jesus Cristo. Mesmo que você falhe em algum dia, não desista. A Bíblia faz a seguinte declaração sobre o ser humano: “Porque, como imagina em sua alma, assim ele é...” (Provérbios 23.7). Ao investir tempo no estudo da Palavra de Deus e meditar em suas verdades, você tem condição de aplicar à sua vida o que tem aprendido nas Escrituras. O salmista afirmou: “Bem-aventurado [i.e., ‘feliz’] o homem que não anda no conselho dos ímpios [...] Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite”. É essa postura que auxilia a pessoa nas muitas decisões que precisa tomar diariamente em sua vida (cf. Mateus 4.4).
Que Deus lhe conceda um abençoado ano novo! Creio que Ele o fará SE você nutrir sua alma regularmente com a Palavra de Deus. Jesus disse: “Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mateus 4.4). (Tim LaHaye - Pre-Trib Perspectives - http://www.chamada.com.br)

domingo, 25 de dezembro de 2011

Tenha paciência, Deus está no controle


Referência: Romanos 4.16-25
INTRODUÇÃO
O livro de Provérbios diz que a esperança que se adia, adoece o coração. Uma das maiores dificuldades do sr humano é esperar. Nossa paciência é curta. Queremos que tudo aconteça ao nosso modo e no nosso tempo.
O cantor popular traduz isso assim: “Bem, vamos embora, porque esperar não é saber. Quem sabe, faz a hora, não espera acontecer”.
O século XXI é o século do imediatismo. É o século do Fast Food. Tudo precisa funcionar dentro das leis do imediatismo. E queremos que Deus aja dentro desse imediatismo. Não temos paciência para esperar. Esperar um dia, um mês, um ano é para nós uma eternidade.
1. Muitos têm uma esperança que não se desespera
Exemplo: Penélope e Ulisses (Guerra de Tróia). Penélope fazia uma colcha de dia e desmanchava à noite. Ela dizia para seus pretendentes: Quando eu terminar essa colcha, então, lhe darei a resposta.
2. Muitos se desesperam antes de esperar
Exemplo: O médico que aplicou Eutanásia no filho com uma doença incurável. Ao chegar do cemitério, recebeu um telegrama de um médico amigo: acabamos de descobrir com sucesso o remédio, a vacina para a doença do seu filho. Era tarde demais!
3. Há aqueles que vivem o próprio desespero sem esperança
Exemplo: O paralítico do tanque de Betesda. Ele ficou trinta e oito anos impotente, deitado na sua cama esperando uma cura que não chegava.
4. Há aqueles que esperam com segurança
Exemplo: Quando Dwight Moody depois de uma enfermidade repentina, mas terminal, longe de casa, viajou de trem para morrer em casa e vendo o povo orar em seu favor, disse: ”Afasta-se a terra; aproxima-se o céu, estou entrando na glória”.
5. Aqueles que esperam contra a esperança
Exemplo: Abraão esperou contra a esperança. Deus é soberano e livre. Ele não age de acordo com as pressões. Ninguém pode botar Deus contra a parede. Ninguém poder dizer: Eu ordeno, eu decreto, eu proíbo, eu determino.
Ana aprendeu essa verdade e a expôs em 1 Samuel 2.6-8. Deus dá a vira e tira a vida. Ele exalta e humilha. Ela levanta o pobre do pó e o faz assentar-se entre príncipes.
Mas quando Deus age, ninguém pode impedir a sua mão de agir: Ana era estéril. Sua causa era perdida. Mas, quando Deus age ninguém pode detê-lo de agir.
Deus age, muitas vezes, de forma artesanal. Deus não tem pressa.
A vida de Abraão, o Deus de Abraão, o relacionamento de Deus com Abraão, a espera de Abraão são tônicos para a nossa alma. Vamos olhar para Abraão e aprender com sua paciência, a esperança que não se desespera.
I. SÓ PODE TER UMA ESPERANÇA QUE NÃO SE DESESPERA AQUELE QUE CRÊ NO DEUS DOS IMPOSSÍVEIS – ABRAÃO
1. Ele começou a peregrinar e a ouvir a Palavra de Deus com 75 anos de idade – Gn 12.4
Aos 75 anos de idade estamos pensando em aposentadoria, em dependurar as chuteiras, em comprar uma cadeira de balanço, em encerrar a carreira. Abraão aos 75 anos estava se convertendo, estava começando, estava recebendo o maior desafio da sua vida.
Aos 75 anos ele estava em pleno vigor, engendrando planos, fazendo arrojadas caminhadas, aceitando os grandes desafios de Deus.
Não há hora, não há tempo, não há idade para Deus chamar você, desafiar você, começar um novo projeto com você! Deus pode começar algo tremendo hoje aqui com gente de cabeça branca, com gente cansada.
Exemplos:
1) O livro de Joel fala que quando o Espírito Santo é derramado os velhos sonharão;
2) Calebe aos 85 anos de idade estava cheio de sonhos de conquistar Hebrom.
3) Winston Churchil tornou-se primeiro ministro da Inglaterra aos 70 anos e liderou o país no período turbulento da segunda guerra mundial.
2. Abraão é constituído pai de muitas nações sem ter um descendente – Gn 12.2
Aos 75 anos Deus lhe prometeu: Você vai ser pai de muitas nações. Abrão significa grande pai; Abraão significa pai de muitas nações. Mas ele não tinha filhos. Ele enfrenta quatro problemas:
a) A sua idade avançada;
b) A esterilidade de sua mulher (Gn 11.30)
c) Desde que Deus havia prometido, havia passado 11 anos (Gn 16.2)
d) Aos 86 anos, escolhe seus próprios métodos (Gn 16.16).
Talvez sua angústia é a mesma de Sara. Você está esperando há anos a conversão do seu marido e dos seus filhos. Os anos correm. E nada! Aquele problema não é resolvido.
O filho da promessa era um desfecho que se adiava a cada dia. Cada regra, cada menstruação era uma desilusão, até que ela parou de menstruar e Deus não cumpriu a promessa e ele perdeu a paciência. Mas Abraão, 11 anos depois que lhe Deus lhe havia falado, ainda esperava contra a esperança. Aquele filho Ismael foi produto da impaciência de Sara, mas não da procura de Abraão.
3. Abraão tinha 100 anos quando Isaque nasceu (Gn 21.5)
O corpo de Abraão já estava amortecido;
Sara já havia passado de tempo de ser mãe.
Sara ainda era estéril;
O bom senso dizia: É impossível! A razão dizia: Não pode ser! A fé diz: Tudo é possível!
Abraão esperou 25 anos. Será que nós temos condições de esperar uma promessa de Deus, que ele nos fez há 25 anos? Será que nós não teríamos sepultado essa promessa no túmulo do desespero?
Abraão acreditava que a promessa de Deus não pode falhar. Romanos 4.20,21 diz: “Não duvidou da promessa de Deus, por incredulidade; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera”. Deus não pode mentir. Deus não se engana. Ele não fraqueja. Quando ele fala, ele cumpre. Quando ele ordena, o universo inteiro se move para cumprir sua Palavra!
4. Do nascimento até a entrega de Isaque passaram-se 14 anos (Gn 22.1-27)
“Abraão crê no Deus que vivifica os mortos”.
Ao todo 39 anos do dia da promessa do filho até o dia em que Deus o pede de volta. Agora Abraão de posse da promessa, Deus fala: Abraão, agora desiste; vá, dê-me o seu filho, renuncia, desiste dele.
Havia uma paciência tão grande em Abraão que ele acreditava que a promessa de Deus não poderia ser frustrada. Que Deus ressuscitaria seu filho. Abraão cria que nem a morte colocava limites no poder de Deus.
Quando estamos com Deus a morte não tem a última palavra.
II. SÓ PODE TER UMA ESPERANÇA QUE NÃO SE DESESPERA AQUELE QUE DESCANSA NA PROVIDÊNCIA DIVINA – ISAQUE
1. Isaque esperou 20 anos o nascimento dos filhos (Gn 25.20-26)
Isaque esperou 20 anos o nascimento de seus filhos e a Bíblia diz que Rebeca, sua mulher, era estéril e ele orou por ela todos esses anos.
Quantas noites ele orou por Rebeca! Quantas vezes ele colocou aquele problema diante de Deus! Quantas vezes Satanás colocou dúvidas em sua mente!
Mas pela sua perseverança, Deus ouviu suas orações e curou Rebeca e ela concebeu. Você tem paciência para orar pela cura, pela restauração do seu casamento, para uma visitação de Deus em sua casa? Você tem tido paciência de orar pelos seus filhos vinte anos?
2. Isaque teve paciência para resolver conflitos com os filisteus (Gn 26.16-25)
Isaque cavava poços e os filisteus os enchiam de terra. Isaque cavou Eseque, Sitna e Reobote. Em vez de brigar, ele ia para frente.
Deus o fez prosperar, porque em vez de brigar por seus direitos, ele aprendeu a sofrer o dano. A Bíblia diz que quando você faz assim, Deus reconcilia com você seus inimigos. Os inimigos de Isaque o procuraram para se reconciliar com ele, vendo que ele era um homem abençoado por Deus.
Você tem paciência para evitar conflitos? Para resolver conflitos? Para perdoar?
3. Isaque esperou 20 anos para que Jacó voltasse para casa – Gn 31.41
Jacó ficou 20 anos fora de casa (Gn 31.41). Isaque morreu com 180 anos (Gn 35.28,29). Há quanto tempo você espera seu filho voltar para casa? Há quanto tempo você espera a conversão do seu filho? Há quanto tempo você espera que seu marido, esposa volte para você?
Isaque esperou 20 anos a reconciliação de seus dois filhos. Há quanto tempo você espera a paz do seu lar? Há quanto tempo você espera a reconciliação com aquela pessoa que está brigada com você?
III. SÓ PODE TER UMA ESPERANÇA QUE NÃO SE DESESPERA AQUELE QUE CRÊ NO DEUS DAS GRANDES TRANSFORMAÇÕES – JACO.
1. Gn 47.28 – Jacó morreu aos 147 anos.
a) Gn 47.9 – Jacó foi para o Egito com 130 anos.
b) Gn 41.46,47 – Quando Jacó foi para o Egito, José tinha 37 anos.
PORTANTO, quando José nasceu, Jacó tinha 93 anos!
c) Gn 31.38 – Jacó ficou em Padã-Arã, na casa de Labão 20 anos. 14 anos serviu o sogro para casar-se com Raquel. Jacó casou-se com 73 anos! Que alento! Isso equivale a alguém que vive 70 anos e até aos 35 anos não ter se casado e isso tem levado muita gente a perder a paciência e a esperança.
2. Gn 29.14-18 – Jacó namorou um mês e ficou noivo 7 anos. Ele nos ensina que devemos ter paciência na maneira de amar. Jacó nos ensina que o amor é um investimento de vida. Ou seja, quando você ama uma pessoa, esse amor merece um investimento da sua vida.
3. Jacó esperou 20 anos para que a ira de Esaú se abrandasse
20 anos ele teve problemas com o seu irmão. Talvez você está esperando por uma reconciliação. Há quanto tempo você espera? Uma coisa Jacó fez: ele reconciliou-se com seu irmão. Ele se humilhou. Ele não desistiu. Ele morreu em paz.
4. Jacó ficou 22 anos sem saber o paradeiro do seu filho José – Gn 37.35 > 45.25-28 > (37.2; 41.46).
17 + 13 + 7 + 2 = 39 – 17 = 22 anos!
Ele chorou pelo filho 22 anos. Agora, o filho reviveu, renasceu diante dos seus olhos.
A quanto tempo você espera que o seu filho renasça, que o seu pranto se converta em alegria, que o seu vale seja um manancial?
CONCLUSÃO
Há um ditado popular que diz que “a esperança é a última que morre”. Para muitos, a esperança já morreu. Mas se você crê no Deus de Abraão, Isaque e Jacó você pode ter uma esperança que não se desespera, pois ele é aquele que:
a) Vivifica os mortos
b) Que chama à existência as coisas que não existem
c) Que faz com que a mulher estéril seja alegre mãe de filhos
d) Que pode o impossível!
Faça como Abraão, espere em Deus, ainda que contra a esperança. No tempo de Deus ele vem em seu socorro.
Há duas coisas que Deus não pode falhar: 1) Quanto a si mesmo; 2) Quanto à sua promessa!
Aplicação:
1) Você esposa ainda pode ver o seu marido convertido;
2) Você pai pode ainda ver seu filho se convertendo
3) Você moça ainda pode esperar um lar abençoado e ter um casamento feliz
4) Você trabalhar que está desempregado, pode ainda ver a porta da providência se abrindo.
5) Você cônjuge que está com o casamento quebrado, pode ver seu casamento ressurgindo das cinzas. Se amor acabou, Deus chama à existência as coisas que não existem.
6) Ah! Senhor dá-nos a segurança de que as tuas promessas não se caducam, mas são fiéis e verdadeiras. Livra-nos de cair no erro de Sara. A Bíblia diz que a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo.

É legítima a comemoração do Natal?


Belém, cidade berço do cristianismo, deve receber 90 mil peregrinos neste Natal / Abbas Momani / AFP
O Natal é uma festa cristã e não pagã. Há uma onda entre alguns cristãos, na atualidade, taxando aqueles que comemoram o Natal de serem infiéis e heterodoxos, dizendo que essa comemoração não é legítima nem cristã. Precisamos, a bem da verdade, pontuar algumas coisas:
1. A distorção do Natal. Ao longo dos anos o Natal tem sido desfigurado com algumas inovações estranhas às Escrituras. Vejamos: Primeiro, o Papai-Noel. O bojudo velhinho Papai-Noel, garoto propaganda do comércio guloso, tem sido o grande personagem do Natal secularizado, trazendo a ideia de que Natal é comércio e consumismo. Natal, porém, não é presente do homem para o homem, é presente de Deus para o homem. Natal não é a festa do consumismo; é a festa da graça. Natal não é festa terrena; é festa celestial. Natal é a festa da salvação. Segundo, os símbolos do Natal secularizado. Há muitos símbolos que foram sendo agregados ao Natal, que nada tem a ver com ele, como o presépio, a árvore natalina, as luzes, os trenós, a troca de presentes. Essa embalagem, embora, tão atraente, esconde em vez de revelar o verdadeiro Natal. Encantar-se com a embalagem e dispensar o conteúdo que ela pretende apresentar é um lamentável equívoco. Terceiro, os banquetes gastronômicos e a troca de presentes não expressam o sentido do Natal. Embora, nada haja de errado celebrarmos com a família e amigos, degustando as iguarias deliciosas provindas do próprio Deus e manifestarmos alegria e expressarmos amor na doação ou mesmo troca de presentes, esse não é o cerne do Natal. Longe de lançar luz sobre o seu sentido, cobre-o com um véu.
2. A proibição do Natal. Tão grave quando a distorção do Natal é a proibição da celebração do Natal. Na igreja primitiva a festa do ágape, realizada como prelúdio da santa ceia foi distorcida. A igreja não deixou de celebrar a ceia por causa dessa distorção. Ao contrário, aboliu a distorção e continuou com a ceia. Não podemos jogar a criança fora com a água da bacia. Não podemos considerar o Natal, o nascimento do Salvador, celebrado com entusiasmo tanto pelos anjos como pelos homens, uma festa pagã. Pagão são os acréscimos feitos pelos homens, não o Natal de Jesus. Não celebramos os acréscimos, celebramos Jesus! Não celebramos o Papai-Noel, celebramos o Filho de Deus. Não celebramos a árvore enfeitada, celebramos o Verbo que se fez carne. Não celebramos os banquetes gastronômicos, celebramos o banquete da graça. Não celebramos a troca de presentes, celebramos Jesus, a dádiva suprema de Deus.
3. A celebração do Natal. O Natal de Jesus Cristo foi celebrado com grande entusiasmo em Belém. O anjo de Deus apareceu aos pastores e disse-lhes: “Não temais, eis que vos trago boa nova de grande alegria, que será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11). Natal é a boa nova do nascimento de Jesus. É o cumprimento de um plano traçado na eternidade. É a consumação da mensagem dos profetas. É a realização da expectativa do povo de Deus. Natal é a encarnação do Verbo de Deus. É Deus vestindo pele humana. Natal é Deus se fazendo homem e o eterno entrando no tempo. Natal é Jesus sendo apresentado como o Salvador do mundo, o Messias prometido, o Senhor soberano do universo. Quando essa mensagem foi proclamada, os céus se cobriram de anjos, que cantaram: “Glórias a Deus nas maiores alturas e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lc 2.14). O verdadeiro Natal traz glória a Deus no céu e paz na terra entre os homens. Natal é boa nova de grande alegria para todo o povo. O verdadeiro Natal foi celebrado com efusiva alegria no céu e na terra. Portanto, prossigamos em celebrar o nascimento do nosso glorioso Salvador!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O nascimento do Messias.


O Nascimento do Messias

No dia 19 de novembro de 1997 aconteceu algo extraordinário: Bobbi McCaughey, da cidade de Carlisle, Iowa (EUA), deu à luz a sete bebês saudáveis. Com a notícia do nascimento bem sucedido dos sétuplos, o mundo pareceu fazer uma pausa para refletir, maravilhado e assombrado. Paula Mahone, a médica que fez o parto, expressou o que estava no coração de cada um: “Esta é uma situação singular”, disse ela. “Eu consideraria isto um milagre.”
Há dois mil anos, ocorreu um nascimento ainda mais extraordinário, singular e miraculoso. Esse não produziu as manchetes que os sétuplos da família McCaughey provocaram. Na verdade, relativamente poucas pessoas souberam que ele havia ocorrido. No entanto, os efeitos desse evento não apenas dividiram nosso tempo em duas partes – a.C. e d.C. –, como também estabeleceram para sempre um testemunho vivo do amor e da fidelidade de Deus. Naquela noite nasceu o Messias. O nascimento de Jesus de Nazaré não foi prematuro, nem tardio. Ele nasceu no tempo exato, de acordo com a agenda profética de Deus. Não se tratou de um acidente, ou de um golpe do destino.  Tudo foi planejado, predito e prometido com centenas de anos de antecedência. O nascimento do Messias foi verdadeiramente umavinda abençoada.

Uma pessoa abençoada

A identidade e a linhagem do Messias não foram deixadas ao acaso, pois Deus não queria nenhuma confusão sobre o assunto. Desde o começo, Ele foi revelando progressivamente quem viria a ser o Seu Ungido.
Depois que Adão e Eva pecaram, Deus amaldiçoou a serpente. Dentro dessa maldição estava a promessa de Alguém que viria e esmagaria a cabeça da serpente.
Depois que Adão e Eva pecaram, Deus amaldiçoou a serpente. Dentro dessa maldição estava a promessa de Alguém que viria e esmagaria a cabeça da serpente. Esse Prometido viria da descendência da mulher e seria um homem (Gn 3.15). Isso foi reiterado mais tarde, na promessa dada por intermédio do profeta Isaías: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu” (Is 9.6). Em outras palavras, o Messias não seria um anjo, um animal, ou alguma criatura incomum. Tampouco o Messias seria uma mulher. Deus prometeu levantar um ser humano, um homem, que um dia feriria mortalmente“a antiga serpente, que se chama Diabo e Satanás” (Ap 12.9).
As circunstâncias miraculosas cercando Seu nascimento dariam indicações de Sua natureza divina. Mais uma vez, por meio de Isaías, Deus fez uma promessa. À casa de Davi não seria dado um sinal de sua própria escolha, mas um sinal determinado por Deus: “eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel [literalmente: Deus conosco]” (Is 7.14).
Embora muitos debates tenham focalizado a questão se o termo hebraico “almah” deveria ser traduzido como “virgem” ou “mulher jovem”, os tradutores judaicos da Septuaginta (a tradução grega do Antigo Testamento) escolheram o termo grego “parthenos”, para indicar claramente o que entendiam que a palavra hebraica deveria significar, ou seja, “virgem”.Além disso, “parthenos” foi a palavra empregada por Mateus em seu evangelho, quando citou essa passagem de Isaías (Mt 1.23). Conseqüentemente, o sinal miraculoso que Deus iria conceder seria o fato de uma virgem conceber e dar à luz um filho.
Além disso, conforme indicado por Seu nome, esse Filho seria de natureza divina. Na tradição judaica, ensinava-se que nos tempos primitivos da história humana, pela ministração do Espírito Santo, as pessoas poderiam dirigir o futuro de seus filhos por intermédio dos nomes que lhes dessem (Gênesis Rabbah 37.7). Também era prática comum dar um nome à criança de acordo com um pensamento ou conceito indicativo da sua natureza. Por isso, quão significativo é que Deus, quando concedeu o sinal especial do Filho nascendo de uma virgem, deu-Lhe, Ele mesmo, um nome que revelava não apenas o que esse Filho faria, mas também o que Ele seria (“Emanuel”). Este menino especial seria Deus e Ele estaria conosco.
Estreitando ainda mais a árvore genealógica do Messias, Deus planejou que Ele viesse de uma nação específica – Israel (Gn 22.18; compare Gl 3.16); de uma tribo específica de Israel – Judá (Gn 49.10); e de uma família específica de Judá – a família do rei Davi (Jr 23.5). Portanto, esses eram os requisitos genealógicos e de nascimento para qualquer um que pretendesse reivindicar ser o Messias.

Uma época abençoada

Artaxerxes baixou um decreto que ordenava a reconstrução das portas e dos muros de Jerusalém. De acordo com Daniel 9.25, desta data em diante, um período de 69 semanas se encerraria na época em que “o Ungido, o Príncipe”estaria presente.
Os rabinos antigos pronunciavam uma maldição sobre qualquer pessoa que tentasse calcular a época da chegada do Messias (Sanhedrin 97b). Eles temiam que o povo perderia a fé se Ele não aparecesse na data calculada. Apesar disso, a época da primeira vinda do Messias é descrita em Daniel 9.24-27:“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. Depois das sessenta e duas semanas será morto (a Ed. Rev. e Corrigida diz: “tirado”) o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas.”
Nessa passagem, o anjo Gabriel informa ao profeta Daniel que “setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade”. Essas setenta semanas são semanas de sete anos cada, e não de sete dias – um total de 490 anos. O ponto de referência para iniciar a contagem é este: “desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém”. O único decreto registrado nas Escrituras que encaixa historicamente com essa profecia é aquele baixado pelo rei Artaxerxes, em Neemias 2. Esse decreto, que ordenava a reconstrução das portas e dos muros de Jerusalém, foi editado no vigésimo ano do rei Artaxerxes – 445 a.C.
De acordo com o anjo Gabriel, em Daniel 9.25, desta data em diante, um período de 69 semanas, ou 483 anos, se encerraria na época em que “o Ungido, o Príncipe” estaria presente. Por meio de cuidadosos cálculos (empregando anos proféticos de 360 dias), eruditos bíblicos chegaram à conclusão de que as 69 semanas terminaram em torno do ano 32 d.C.[1]
Embora tenha havido debates a respeito da data precisa, não pode ser questionado que, de acordo com essa passagem, o Messias tinha que chegar e “já não estar” (v. 26) antes da destruição da cidade e do santuário (templo). Como Daniel recebeu essa profecia algum tempo após a primeira destruição de Jerusalém e do templo, em 586 a.C., essa segunda destruição tem de referir-se àquela efetuada pelo exército romano, em 70 d.C. Portanto, o Messias deveria chegar 483 anos depois de 445 a.C. e antes de 70 d.C.

Um lugar abençoado

Miquéias 5.2 (5.1 na Bíblia judaica) é uma promessa acerca da qual há a maior unanimidade entre eruditos cristãos e antigos estudiosos judeus – concorda-se que se trata de uma profecia messiânica: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”.
O lugar abençoado do qual se originaria ou nasceria o Messias era Belém-Efrata.
De acordo com essa promessa, a pequena vila de Belém-Efrata seria o local de onde viria o Messias. Numerosas fontes judaicas antigas concordam com essa interpretação (Targum Jonathan sobre Miquéias 5.1; Lamentações Rabbah 1.16, parágrafo 51). Inclusive nos dias de Herodes, o Grande, sábios judeus compreendiam Miquéias 5.2 como sendo uma referência ao lugar de nascimento do Messias (Mt 2.4-6).
É significativo que o profeta Miquéias tenha identificado claramente qual Belém se tinha em vista, pois havia duas localidades chamadas Belém. Uma se encontrava no território dado à tribo de Zebulom, no norte (Js 19.15), enquanto a outra se localizava no território dado à tribo de Judá. Efrata era o nome original dessa segunda Belém. Ela distava aproximadamente oito quilômetros de Jerusalém para o sul e foi o lugar onde Davi nasceu e foi coroado rei.
Correspondendo à localização messiânica de Belém, existe um lugar chamado “torre do rebanho”. Nos dias bíblicos, os pastores muitas vezes vigiavam seus rebanhos de uma torre especialmente construída para isso. De lá, podiam observar a aproximação de bandidos ou animais selvagens. Miquéias 4.8 faz referência a essa torre: “A ti, ó torre do rebanho, monte da filha de Sião, a ti virá; sim, virá o primeiro domínio, o reino da filha de Jerusalém”. Uma antiga interpretação judaica considerava esse versículo como sendo messiânico e traduzia a expressão “torre do rebanho” por “Messias de Israel” (Targum Jonathan).
A única outra referência à “torre do rebanho” encontra-se em Gênesis 35.21: “Então, partiu Israel e armou a sua tenda além da torre de Éder [literalmente, “rebanho”]”. Isso ocorreu logo após a morte de Raquel, no caminho para Efrata, ou Belém (Gn 35.19). Assim, essa “torre do rebanho” encontrava-se próxima de Belém. Como resultado da localização da torre e da interpretação de Miquéias 4.8, outro Targum judaico traduz Gênesis 35.21 da seguinte forma: “Jacó partiu e armou suas tendas além da torre do rebanho, o lugar de onde o Rei Messias se revelará no fim dos dias” (Targum Pseudo-Jonathan).
Portanto, o lugar abençoado do qual se originaria ou nasceria o Messias era Belém-Efrata.

Um nascimento abençoado

Na época em que o Messias chegou, a Palavra de Deus havia detalhado suficientemente como Ele poderia ser reconhecido simplesmente em termos de Seu nascimento, para não mencionar as profecias concernentes a toda a Sua vida. Tal detalhamento aponta para Jesus de Nazaré.
Em primeiro lugar, Jesus possuía a linhagem física correta. Ele nasceu de uma mulher, Maria, cumprindo assim os requisitos de um ser humano, um homem, nascido de uma virgem (Lc 1.34-35). Com respeito à Sua divindade, muitas passagens das Escrituras confirmam Suas obras miraculosas e Sua confissão pessoal (por exemplo, Jo 10.30-33). Ele também foi judeu – Mateus 1 e Lucas 3.23-38 confirmam que Jesus de Nazaré foi “filho de Davi, filho de Abraão” (Mt 1.1).
Em segundo lugar, Jesus nasceu no tempo certo. Obviamente, Ele viveu após 445 a.C. e antes de 70 d.C. Durante Seu ministério, Ele pregou que “o tempo está cumprido” (Mc 1.15).Como mencionamos acima, os eruditos bíblicos calcularam que ao redor do ano 32 d.C. cumpriram-se os 483 anos da profecia de Daniel. Mais especificamente, acredita-se que eles se encerraram exatamente nos dias em que Jesus foi aclamado como Messias e entrou em Jerusalém montado num jumentinho. Nessa ocasião, Jesus parou repentinamente e chorou sobre Jerusalém. Ele exclamou: “Ah! Se conheceras por ti mesma, ainda hoje, o que é devido à paz! Mas isto está agora oculto aos teus olhos... porque não reconheceste a oportunidade da tua visitação” (Lc 19.42,44). A época da chegada do Messias havia sido proclamada pelo profeta Daniel. Mas os líderes judeus de então, representando a nação como um todo, não o reconheceram. Igualmente, em cumprimento da profecia de Daniel, Jesus foi “tirado” (Dn 9.26, Ed. Rev. e Corrigida), uma referência à Sua morte prematura por meio da crucificação. Até mesmo isso não ocorreu por acaso. A morte de Jesus tinha um propósito. Ele “a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos” (1 Tm 2.6).
Em terceiro lugar, Jesus de Nazaré nasceu no lugar certo – Belém. Ele não nasceu na Belém vizinha de Nazaré, apesar de José e Maria viverem em Nazaré. Em vez disso, Ele nasceu na outra Belém, a Belém-Efrata. Deus, em Sua providência, fez com que o imperador romano Augusto decretasse que em todo o império deveria ser realizado um recenseamento. Isso exigia que todos os cidadãos retornassem às cidades de seus ancestrais. Por isso, José foi obrigado a fazer uma viagem longa e difícil a Belém, juntamente com Maria, sua esposa, que se encontrava grávida. Enquanto ainda estavam lá, Jesus, o Messias, nasceu, exatamente como Deus havia planejado e prometido (Lc 2.4,7).
Um outro aspecto interessante do nascimento de Jesus é que “havia, naquela mesma região, pastores que viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite” (Lc 2.8). Foi a esses pastores que a multidão de anjos proclamou o nascimento do Messias nas proximidades de Belém. Será que esses pastores se encontravam próximos da “torre do rebanho”, o lugar a partir do qual o Messias seria revelado?
A evidência confirma que Jesus de Nazaré foi a pessoa abençoada, nascida no tempo abençoado, no lugar abençoado. Como a identificação de um bebê, feita na maternidade, as marcas históricas identificadoras que envolvem Seu nascimento provam que, de fato, Sua vinda foi uma vinda abençoada.
Por ocasião do nascimento dos sétuplos da família McCaughey, foi dito que “o nascimento é apenas o começo da história, não o fim”. Com Jesus também é assim. (Bruce Scott - Israel My Glory - http://www.chamada.com.br)